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Tecnologias de rastreamento: você conhece os principais conceitos?

Com o avanço da tecnologia, o rastreamento deixou de ser apenas sobre a localização do veículo. Conheça as tecnologias de rastreamento mais utilizadas.

A tecnologia está sempre em evolução e na área de rastreamento não é diferente, principalmente por conta da grande demanda desse mercado.

De acordo com estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), a frota total no Brasil é de 65,6 milhões de veículos circulantes.

Desses veículos, 41,2 milhões são automóveis, 7 milhões são comerciais leves, 2 milhões são caminhões e 376,5 mil são ônibus.

Apesar de a frota no país ser enorme, grande parte desses veículos ainda não são rastreados.

Em 2016, foram registrados 557 mil furtos de veículos, além de 22 mil roubos de carga em 2018.

Os números assustam, mas uma coisa é clara: o mercado de rastreamento tem um grande potencial de crescimento no Brasil. Mas não é só o mercado de segurança patrimonial que utiliza o rastreamento!

Diversas áreas também podem utilizar o rastreamento, como por exemplo: gestão de frotas, transporte público, operações logísticas e gerenciamento de risco.

Com a expansão desse mercado, também surgem tecnologias para reduzir custos e otimizar a operação. Além, é claro, para aumentar a segurança do veículo.

Tecnologias de rastreamento

Antes de apresentar as tecnologias de rastreamento mais recentes, é preciso começar pelo básico: o rastreador.

Muitos acreditam que o rastreador é composto apenas por um dispositivo GPS, que fornece a localização do veículo.

Mas não adianta ter a localização do veículo se não é possível transmitir essa informação para um software de monitoramento, certo?

Por isso, todo rastreador possui, além do GPS, um modem GPRS para enviar as informações na rede.

Em conclusão, um rastreador é composto pelo GPS, que identifica a localização do veículo, e o modem GPRS, que envia esses dados para a central de monitoramento do veículo.

Mas a tecnologia no rastreamento pode ir muito além da localização.

A telemetria no rastreamento

A telemetria é uma das tecnologias mais utilizadas no rastreamento. A palavra se originou do grego tele, que quer dizer “remoto”, e metron, que significa “medida”.

Ou seja, a telemetria é a medição de dados de forma remota. Mas que tipo de dados? Os que forem relevantes para a operação!

No caso da gestão de frotas, por exemplo, é muito comum monitorar o nível de combustível do tanque e as rotações por minuto (RPM) do motor. Cada segmento pode utilizar a telemetria de acordo com sua necessidade.

A telemetria, ou telemedição, é feita através de sensores instalados nas mais variadas partes do veículo. As informações são transmitidas para a central de monitoramento através do modem GPRS que compõe o rastreador.

Tendo isso em vista, a telemetria veicular pode ser feita de duas maneiras: com sensores analógicos ou digitais.

Os sensores digitais produzem um sinal de saída binário. Ou seja, através de sinais lógicos “0” ou “1” (aberto fechado, sim ou não), ele informa a central de monitoramento sobre determinada condição.

A leitura de sensores digitais é mais simples do que os analógicos: ou o evento está acontecendo ou não está.

Um exemplo comum são as portas do veículo: ou ela está aberta ou fechada. Assim, o sensor identifica qual das duas situações a porta se encontra.

Caso a porta esteja aberta, a central de monitoramento pode enviar um sinal de bloqueio da ignição, por exemplo. Dessa forma, o veículo não pode andar enquanto uma porta estiver aberta.

Outros exemplos de sensores digitais são:

  • Botão de pânico;
  • Sensor de violação do painel;
  • Sensor na ignição do veículo;
  • Sensor de betoneira, para furtos de concreto;
  • Acelerômetro, para identificar movimentações indevidas do veículo.

Já os sensores analógicos trabalham com dados mensuráveis, como a temperatura. Fazer a medição através desses sensores é mais difícil do que de forma digital: ao invés de “0” e “1”, eles produzem um sinal de tensão proporcional ao valor a ser medido.

O sinal de tensão é enviado pelo modem GPRS do rastreador até o software de monitoramento, que precisa estar programado para traduzir essa tensão no valor desejado.

Alguns exemplos de sensores e dados obtidos de forma analógica são:

  • Odômetro;
  • RPM;
  • Temperatura do motor e radiador;
  • Nível de água;
  • Nível de combustível do tanque;
  • Temperatura da câmara frigorífica do caminhão.

Ambos os tipos de sensores trabalham de forma complementar, um não sendo melhor do que o outro. Quais tipos de sensores utilizar vai depender da necessidade de cada operação.

Em geral, os rastreadores com entrada analógica são mais caros do que aqueles que possuem entrada digital.

Porém, hoje já existem sensores que transformam leituras analógicas em um sinal digital, poupando o trabalho de tradução da tensão.

Benefícios da telemetria veicular

Como dito anteriormente, a telemetria é uma das tecnologias de rastreamento mais utilizadas hoje em dia, independente do segmento da aplicação.

Mas você sabe por quê?

A sua utilização serve, principalmente, para a redução de custos da operação de rastreamento.

Ao monitorar todas as partes do veículo, é possível otimizar o consumo de combustível, fazer manutenção preventiva e até orientar o motorista com relação a sua direção, evitando possíveis acidentes.

Sem contar que, ao saber de tudo o que acontece com o veículo e tendo dados mais precisos, é possível tomar decisões mais assertivas e que trarão melhores resultados no futuro.

Além disso, a telemetria garante a integridade da carga e a segurança tanto do veículo quanto do motorista.

Além da telemetria

Por mais que a telemetria veicular seja muito utilizada, existem outras tecnologias de rastreamento que também ajudam a otimizar a operação, seja ela de gestão de frotas, logística ou segurança.

Confira outras tecnologias que são importantes no mercado de rastreamento:

Jammer

O jammer, ou inibidor de sinal, é um aparelho que prejudica as operações que utilizam rastreador.

Inicialmente criado para uso em penitenciárias, o jammer é um aparelho que consegue neutralizar o sinal do rastreador e facilitar furtos e assaltos ao veículo.

O jammer emite sinais de alta intensidade que poluem as frequências de rádio. Assim, ele inutiliza momentaneamente qualquer aparelho que utilize sinal GPS/GPRS dentro de seu raio, como é o caso dos rastreadores.

Porém, é muito importante saber diferenciar o efeito de um jammer e o de uma área de sombra.

Na área de sombra, a queda do sinal GPRS é gradativa, à medida que o veículo se afasta muito de uma antena de telefonia celular.

Já quando o veículo entra em uma área de jammer, a queda de sinal é brusca, de um segundo para o outro.

Alguns modelos de rastreadores já são capazes distinguir uma situação da outra. Nesses casos, ao identificar que o veículo entrou no raio de um jammer, é possível alertar o motorista e até ativar uma funcionalidade de trancar o baú do veículo.

Radiofrequência

A emissão de sinais de rádio, ou radiofrequência, é uma tecnologia de rastreamento utilizada principalmente em operações logísticas, para o rastreamento de mercadorias.

Nesses casos, os dispositivos de radiofrequência utilizados são as chamadas etiquetas RFID (Radio Frequency Identification ou, em português, Identificação por Radiofrequência).

Geralmente as etiquetas são colocadas nos próprios produtos e são capazes de serem rastreadas em túneis e no subsolo.

Existem três tipos de etiquetas RFID: as passivas, semiativas e ativas.

As etiquetas passivas são constituídas por um microchip e uma antena, e respondem a sinais enviados.

Já as ativas e semiativas são capazes de enviar sinais e são compostas por uma bateria. Esses dois modelos costumam ter um custo mais alto, uma vez que são capazes de enviar pacotes de dados.

Uma das grandes vantagens dessa forma de rastreamento é que as etiquetas não são afetadas pelo jammer.

Então, por mais que se perca contato com o veículo via rastreador GPS, ainda é possível rastrear as etiquetas RFID.

Em geral, a radiofrequência é uma forma de complementar o rastreamento via GPS. E, visto que a etiqueta se encontra em cada mercadoria, é possível encontrá-la caso seja roubada.

Rede CAN

A rede CAN (Controller Area Network), ou barramento CAN, foi desenvolvido pela Bosch na década de 80 para promover a comunicação entre as diversas unidades de controle de um veículo.

Essa rede é capaz de proporcionar uma comunicação rápida e segura entre os módulos do veículo através de dois fios: CAN high e CAN low.

Através da rede CAN é possível obter uma série de informações sobre o veículo, como:

  • Odômetro;
  • RPM;
  • Nível de combustível do tanque;
  • Temperatura do motor;
  • Sensor de velocidade;
  • Pressão do óleo.

Alguns modelos também conseguem adquirir informações da parte digital do veículo, como: porta aberta ou fechada, cinto de segurança foi colocado, vidro aberto ou não, para brisas. Tudo depende do fabricante.

Para obter essas informações, é necessário de um modelo de rastreador que seja capaz de fazer a leitura. Além disso, é preciso de um software de rastreamento que faça a integração com a rede CAN.

Não só isso, mas o fabricante do veículo precisa liberar essas informações, uma vez que são de um protocolo fechado.

Apesar de ainda existirem muitas dificuldades com relação a utilização da rede CAN, ela é uma tecnologia de rastreamento que está ganhando cada vez mais espaço no mercado.

OBD

O OBD é um sistema de autodiagnóstico presente em quase todos os veículos atualmente. A sigla OBD vem do inglês e se refere a On-Board Diagnostics, ou, em português, diagnósticos de bordo.

O sistema OBD está conectado à central eletrônica do veículo. Então, através de uma porta OBD, é possível obter informações sobre os mais diversos subsistemas do veículo, sem a necessidade de mexer no motor.

A princípio, o sistema OBD foi criado para redução da emissão de poluentes, devido à exigência do governo americano nos anos 90.

A partir daí, tornou-se obrigatória a presença da porta OBD em veículos nos Estados Unidos e Europa. No Brasil, essa tecnologia de rastreamento só foi tornada obrigatória em 2010.

A localização da porta OBD não é padronizada, mas geralmente se encontra próxima ao volante. As informações que podem ser obtidas variam de acordo com o modelo do veículo. Em geral, é possível saber:

  • Velocidade do veículo;
  • Nível e consumo do combustível;
  • Odômetro;
  • Voltagem do sistema elétrico;
  • Ignição do veículo;
  • Marcha;
  • Pressão dos pneus;
  • Pressão do óleo do motor.

Assim como na rede CAN, o rastreador de um veículo pode ler as informações do sistema OBD e transmitir para uma central de monitoramento, basta estar adaptado para tal.

Em geral, o custo desses rastreadores é mais elevado. Porém, com sua utilização, não há a necessidade de tantos sensores no veículo.

E aí, ficou com alguma dúvida? Sabe de alguma outra tecnologia de rastreamento que não mencionamos no texto? Conta pra gente nos comentários 😉

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